MEU NOME É BAGDÁ. Uma história de skate, identidade e liberdade.

O longa-metragem brasileiro Meu Nome é Bagdá acompanha uma jovem skatista de São Paulo e sua descoberta de novas possibilidades dentro da cena feminina do skate. A obra conecta esporte, amizade, liberdade e representatividade, apresentando o skate como parte da identidade e da vida cotidiana de quem ocupa as ruas.

Sinopse

Bagdá é uma skatista de 17 anos que vive na Freguesia do Ó, na periferia de São Paulo. Ela passa boa parte do tempo andando de skate com um grupo de meninos, convivendo com a família e com as amigas de sua mãe. Quando conhece um grupo de meninas skatistas, novas amizades e experiências transformam sua maneira de enxergar a cena, a cidade e a si mesma.

Uma protagonista skatista de verdade

Grace Orsato interpreta Bagdá e também é skatista na vida real. Essa conexão contribui para a naturalidade das cenas de skate e para a presença da personagem na tela.

Por que assistir?

Meu Nome é Bagdá merece atenção por apresentar o skate para além das manobras: como espaço de convivência, expressão, liberdade e construção de identidade. O filme também coloca no centro uma jovem skatista e as relações que ela estabelece com outras mulheres, trazendo para a tela aspectos da cultura de rua e da presença feminina no skate brasileiro.

É uma obra que pode interessar tanto a quem vive o skate quanto a quem deseja conhecer histórias brasileiras conectadas à juventude, à periferia e à ocupação da cidade.

Curiosidades

  • Estreia internacional: o filme estreou mundialmente no 70º Festival Internacional de Cinema de Berlim, em 2020.
  • Reconhecimento em Berlim: recebeu o Crystal Bear de Melhor Filme da mostra Generation 14plus, voltada ao público jovem.
  • Inspiração literária: é livremente inspirado no livro Bagdá, o Skatista, de Toni Brandão.
  • Protagonista ligada ao skate: Grace Orsato, além de atuar, já tinha relação real com o skate.
  • Produção brasileira: o filme é uma coprodução da Manjericão Filmes e da Tangerina Entretenimento.

Nossa análise

Meu Nome é Bagdá encontra sua força na simplicidade do cotidiano. Em vez de transformar o skate apenas em espetáculo, o filme acompanha uma jovem que vive a rua, as amizades, a família e as descobertas próprias da adolescência.

O skate funciona como uma linguagem de liberdade, mas também como um espaço onde Bagdá percebe a importância de encontrar pessoas com experiências semelhantes às suas. A chegada ao grupo de meninas skatistas não representa apenas uma mudança de companhia: amplia seu sentimento de pertencimento e sua relação com a cena.

Outro ponto importante é a presença feminina em diferentes gerações. O filme não limita suas personagens mulheres ao universo do skate; elas também constroem redes de afeto, personalidade e autonomia.

Para quem acompanha a evolução do skate feminino brasileiro, a obra tem valor por registrar, através da ficção, uma juventude que ocupa a cidade e reivindica seu espaço. Não é um filme sobre campeonatos ou grandes performances, mas sobre o que existe por trás do skate: pessoas, relações e identidade.

Nossa indicação: um filme para assistir com olhar aberto, especialmente para quem gosta de histórias brasileiras, cultura de rua e narrativas que mostram o skate como parte da vida.

Filme completo APERTE O PLAY!!!

Título: Meu Nome é Bagdá

Categoria: Filme / Longa-metragem / Skate feminino

Direção: Caru Alves de Souza

Ano de lançamento: 2020 (produção); 2021 (estreia comercial no Brasil)

Duração: Aproximadamente 99 minutos

Classificação indicativa: 16 anos

Ficha técnica

InformaçãoDetalhes
DireçãoCaru Alves de Souza
RoteiroCaru Alves de Souza e Josefina Trotta
ProduçãoRafaella Costa e Caru Alves de Souza
Produção executivaRafaella Costa
Direção de fotografiaCamila Cornelsen
MontagemWillem Dias, AMC
Direção de arteMarinês Mencio
Supervisão de som e mixagemPedro Noizyman
Direção de produçãoStella Rainer
Elenco principalGrace Orsato, Karina Buhr, Marie Maymone, Helena Luz, Gilda Nomacce, Paulette Pink, William Costa, João Paulo Bienemann e Nick Batista
GêneroFicção / Drama / Comédia
PaísBrasil
Ano de produção2020
Lançamento no Brasil16 de setembro de 2021
Duração99 minutos
DistribuiçãoPagu Pictures

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Por Sagaz

/// Diretor de Arte por profissão e Skatista da vida. Conhecido como Julio Sagaz no Vale do Paraíba/SP, skatista overall desde 1995, passando pelas marcas Ramp Real Street/Santos, Posso! Caçapava, Posso/Adidas, Posso/RedNose e DoubleM. Atualmente é diretor da agência de publicidade e criador do maior portal de skate do vale do Paraíba a Skate Vale Brasil. O portal se destaca não apenas por divulgar os principais picos de skate, pistas, principais eventos e talentos do skate, mas também por ser a única mídia de skate que inclui LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) em sua plataforma, promovendo a inclusão e acessibilidade. 🛹💥🤟🌎📌📸