Dora Varella, Nicolas Falcão, Gabryel Aguilar e Tony Alves lembram como iniciaram no skate. Histórias de amor e superação a serviço do STU

Na coletiva de imprensa do STU National Finals, em Salvador, chamou a atenção a pergunta de um jovem influenciador local. Jogador da base do Vitória, ele quis saber dos skatistas presentes se, quando crianças, eles ganharam um skate ao invés de uma bola e como foi o início dessa história de cada um deles no esporte. Surpresos com o questionamento preciso e direto de um menino sonhador, Dora Varella, Nicolas Falcão, Gabryel Aguilar e o paraskatista Tony Alves fizeram questão de detalhar como tudo começou. Exemplos de vida, amor e superação.
Curioso que cada um conheceu o skate de uma forma diferente, mas com um detalhe em comum que serviu como base para eles seguirem em frente: o apoio dos pais. E é justamente essa mensagem que Dora, Nicolas, Gabryel, Tony e toda família skate buscam passar adiante, inspirando novas crianças a – quem sabe? – buscar esse mesmo caminho que eles conseguiram trilhar. E nesta nova parada do STU, agora em Salvador, não há dúvidas de que a juventude das comunidades de Periperi e Praia Grande serão impactadas de forma bem positiva com o Skatepark do Subúrbio.
“Quando me falaram que o campeonato seria na frente de uma comunidade, já me identifiquei. Sou um moleque preto periférico, que, em meados de 2012, curtia um baile funk com minhas irmãs quando passaram dois garotos na minha frente andando de skate. ‘Não é possível que isso está acontecendo’, pensei. Aquilo me deu um start. No outro dia, minha mãe perguntou: ‘Vai pra onde, menino? E eu disse: vou andar de skate’. E o skate entrou na minha vida e nunca mais saiu. E conheci diversos lugares do mundo através dele. Tenho certeza de que ele também salvará a vida de vários meninos e meninas daqui”, contou Gabryel.
“Já eu conheci o skate pela TV, vendo a chamada para um campeonato. Eu me interessei na hora e pedi para os meus pais me levarem. Cheguei lá e vi uma galera dando uns aéreos muito altos. Quando acabou e voltamos para casa, disse a eles que queria começar a andar de skate. Impressionante que, desde aquele dia, e com o apoio deles, não parei mais de andar. O skate mudou a minha vida. E com certeza essas pistas do subúrbio farão a diferença de muitas crianças que moram aqui”, afirmou Nicolas Falcão.

“E eu comecei a andar de skate com 10 anos de idade. Na verdade, eu já tinha praticado todos os esportes possíveis, era viciada em praticar tudo. Aí teve um momento em que chegou a vez do skate. Pedi aos meus pais um de Natal. Andava um dia no quintal e meu pai falou: ‘A gente está no lugar errado’. E me levou para uma pista pública pertinho de casa. Quando cheguei lá, parecia que estava na Disney. Achei o paraíso, com várias rampas e possiblidades de sentir aquela adrenalina. Naquele dia, o bichinho me picou e me viciei. Mudou minha vida”, disse Dora.
“E eu nasci sem as pernas, né?! Então, o skate surgiu bem cedo, quando eu tinha 2 anos. Com o tempo, passou a ser um meio de transporte. Não gostava do aparelho mecânico que já usava nem de cadeira de rodas. Detestava. Então, o skate entrou na minha vida assim. Comecei a conhecer pessoas que também andavam de skate e minha paixão só foi crescendo. E hoje estou aqui, vivendo o skate e sendo feliz. O skate me ensinou muito a persistir, porque cair faz parte, mas temos que levantar. O skate me fez ser persistente e correr atrás dos meus sonhos. Espero continuar inspirando pessoas”, relatou Tony Alves.
A última etapa do STU National 2026 é viabilizada pela República Federativa do Brasil, Ministério do Esporte e pela Lei de Incentivo ao Esporte Faz Atleta. Tem como Estado Sede o Governo da Bahia e é homologada pela Confederação Brasileira de Skateboarding. O apoio é da Federação de Skate da Bahia, da Associação Brasileira de Paraskateboard e da Drop Dead. Tem como cerveja oficial a Heineken 0.0 e patrocínios da CTB (Companhia de Transportes do Estado da Bahia), da Vale e da Transpetro.
PROGRAMAÇÃO:
Sexta-feira (03/07)
06h30 – Governador inaugura Skatepark
11h – Abertura para o público
11h30 às 14h10 – 1ª fase Street masculino
14h25 às 16h35 – 1ª fase Park masculino
16h50 às 18h25 – 2ª fase Street masculino
18h40 às 20h – 2ª fase Park masculino
Sábado (04/07)
12h30 – Abertura para o público
13h15 às 14h40 – Semifinal Street feminino
14h55 às 16h10 – Semifinal Park feminino
16h25 às 17h50 – Semifinal Street masculino
18h05 às 19h20 – Semifinal Park masculino
Domingo (05/07)
11h – Abertura para o público
12h05 às 12h45 – Final Park feminino
12h55 às 13h40 – Final Street masculino
13h50 às 14h40 – Final Paraskate Street
14h50 às 15h35 – Final Street feminino
15h50 às 16h35 – Final Park masculino
16h40 – PREMIAÇÕES
Fotos: Juliano Monteiro

